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Vamos lá viajar

uma lua de mel do outro mundo

Vamos lá viajar

uma lua de mel do outro mundo

22
Out15

Até já, vida de campista!

Piriquitos

Hoje o dia parece ligeiramente mais melancólico que os outros. Faltam 3 dias para voarmos para casa e falta 1 dia para largarmos a nossa casa ambulante. 

O sol espreita de vez em quando e aproveitamos para tirar a mesa e as cadeiras de campistas e tomar o pequeno almoço fora da caravana, contemplando uma árvore que está no meio do parque de campismo e tem tranquilamente 25 metros de altura.
Que bem que se está em Whitianga!

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O destino hoje é Coromandel e decidimos ir por um caminho menos comum para ver se descobríamos algumas pérolas da natureza. Menos comum significava 20 km de estrada de gravilha com curvas e contra curvas apertadas e vegetação muito densa dos dois lados da estrada.
Importante que fique aqui registado que o Diogo está um PRO a guiar uma caravana de 7 metros, à esquerda, em estradas que só devia passar um carro mas têm duas faixas, com precipícios do lado esquerdo e sem qualquer tipo de proteção ou separador, com condições atmosféricas nada favoráveis, a ultrapassar camiões de 20 metros que transportam árvores suficientes para fazer um T4 em madeira, curvas e contracurvas em que o volante nunca fica direito, etc, etc. Agora sim faz jus ao nome Collin McRUI!
Lá fomos nós gravilha fora sempre atentos aos dois lados da estrada à espera de encontrar um sítio chamado Kauri Grove. De repente vemos uma mini placa a apontar para o meio da vegetação, para um caminho que mal se via por dentro do mato. Era aqui mesmo!
Parámos a caravana e fomos pelo trilho fora na expectativa do que iríamos encontrar.. Depois de 5 minutos num passeio agradável por entre riachos e plantas, com um cheirinho a fresco da natureza sem igual e o palrar artístico de um passarinho que por lá andava, estamos perante mais uma espécie única neozelandesa, a árvore Kauri.

Esta árvore é um gigante da flora deste país e um dos maiores do mundo. Neste terreno específico, a árvore mais velha tem 600 anos sendo que a árvore mais velha alguma vez registada tinha 4000 anos. Impressionante! A altura da árvore pode chegar até aos 30 metros de altura e o tronco é de uma espessura brutal.

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A primeira pérola foi descoberta e impressionou. Seguimos a estrada de gravilha em busca de mais uma e passado uns escassos minutos descobrimos umas 3 caravanas paradas na berma. Decidimos parar para ver o que era e descendo mais um pequeno trilho pelo meio dos arbustos e Ferns começámos a ouvir água a cair. Por entre os troncos das árvores começou-se a ver uma cascata e ao descer umas escadinhas de madeira vimo-nos de frente para uma piscina natural onde caia a água da cascata abrindo no terreno um lugar digno de um postal para um retiro relaxante de luxo no meio da floresta. Claro está seguiu-se uma pequena sessão fotográfica nas Waiau Falls :P

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Continuámos estrada fora enquanto passávamos toda aquela vegetação aparece uma pequena quinta que tinha criação de porcos. Engraçado que não estavam presos ou assim, havia porcos a passear se de um lado para o outro da estrada naquilo que parecia ser um terreno de uma quinta. (A Ana quis parar para fazer fazer festinhas nos mini porcos mas eles estavam meio assustadiços e não se deixavam apanhar)

Por fim chegámos a Coromandel e aquilo se previa ser uma estrada normal para lá chegar foi tudo menos isso.
A cidade de Coromandel não tem nada de especial e por isso mal acabámos de almoçar decidimos seguir viagem até um sítio a sul de Auckland chamado Miranda onde supostamente dava para ver mais uns pássaros daqueles que só se vê por cá.
A estrada em si era um espectáculo. Começa com uma subida num monte até termos uma vista linda sobre a baía de Coromandel.

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 Depois descemos para um cenário de mar que se manteve por mais 1 hora. A estrada serpenteava-se sempre juntinho á água com raras praias de pedra ou areia preta a separar. Enquanto estávamos a passear por aquela costa a viagem ia ficando mais emocional porque sabíamos que está seria uma das últimas paisagens que iríamos ver. Entre recordações de momentos que tivemos durante esta viagem de Sul a Norte e comparações entre aqueles que considerávamos ser os momentos top, as pessoas top, as paisagens top ou até as estradas top, não era fácil aguentar a lágrimazinha no canto do olho. A nossa lua-de-mel de sonho está devagarinho a chegar ao fim e o tempo ninguém consegue abrandar.

Do nada, golfinhos! Alguns 20 golfinhos vieram dar um grande show para os que passavam naquela estrada. Tivemos de parar e contemplar, filmar, fotografar, assimilar todo aquele momento. Na nossa cabeça eles vieram dizer-nos adeus novamente tal como haviam feito à saída da ilha Sul.

Seguimos viagem até ao nosso destino de alminha cheia e uma melancolia feliz!

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